
A época 2026/27 começa com um dos duelos mais inesperados do futebol português. FC Porto e Torreense defrontam-se no sábado, 1 de agosto, às 20h15, no Estádio Cidade de Coimbra, na 48.ª edição da Supertaça Cândido de Oliveira. De um lado, o campeão nacional e recordista da prova; do outro, o clube da II Liga que chocou o país ao vencer a Taça de Portugal — e que reencontra agora, 70 anos depois, o mesmo adversário da sua primeira final. Nesta antevisão encontras a análise das duas equipas, o histórico, as odds e o prognóstico para apostares no primeiro troféu de 2026/27.
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Sujeito a Termos & Condições.
Detalhe | Informação |
Competição | Supertaça Cândido de Oliveira — 48.ª edição |
Data e Hora | Sábado, 1 de agosto de 2026, 20h15 |
Estádio | Estádio Cidade de Coimbra, Coimbra |
Transmissão em Portugal | RTP1 (em direto, sinal aberto) |
Bilhetes | À venda desde 22 de julho, nas plataformas online dos dois clubes |
Detentor do troféu | Benfica (venceu o Sporting por 1-0 em 2025) |
Árbitro | A anunciar pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol |
Setenta anos depois, a história volta a juntar FC Porto e Torreense numa final. A única outra final da história do Torreense foi a da Taça de Portugal de 1955/56 — perdida por 2-0 precisamente frente ao FC Porto, que nessa época conquistou a sua primeira Taça e a primeira dobradinha. Setenta anos depois, os dois clubes voltam a encontrar-se com um troféu em cima da mesa. E desta vez o Torreense chega com estatuto de vencedor: em maio, no Jamor, tornou-se o primeiro clube de sempre fora do escalão principal a erguer a Taça de Portugal, ao bater o Sporting por 2-1 no prolongamento. Já Coimbra é uma novidade no mapa recente da Supertaça, que desde 2009 se jogou quase sempre em Aveiro, com passagens pelo Algarve — uma escolha com simbolismo, pela ligação histórica de Cândido de Oliveira, patrono da prova, à cidade e à Académica.
O FC Porto de Francesco Farioli fez uma época 2025/26 de sonho: 31.º título de campeão nacional, conquistado a duas jornadas do fim, com 27 vitórias, 4 empates e uma única derrota em 32 jornadas — o fim de um jejum de quatro épocas e o primeiro troféu da carreira do treinador italiano, logo na temporada de estreia. Os dragões chegam a Coimbra como recordistas absolutos da Supertaça, com 24 conquistas, e com a memória fresca da última: o épico 4-3 ao Sporting em 2024, consumado depois de uma desvantagem de três golos.
Campeão 2025/26: título selado a 2 de maio, com um golo de cabeça de Bednarek frente ao Alverca (1-0)
Solidez: uma única derrota em 32 jornadas de campeonato (1-2 no Casa Pia) e invencibilidade nos seis jogos com Sporting, Benfica e Braga
Figuras: Diogo Costa na baliza, Bednarek e Alan Varela no eixo e Gabri Veiga na criação; no ataque, com Samu lesionado até novembro, o reforço André Silva assume a liderança
Supertaças: 24 troféus, o máximo da prova — procura a 25.ª e a primeira da era Farioli
A equipa de Luís Tralhão escreveu em maio a maior surpresa da história da Taça de Portugal: depois de eliminar Casa Pia, União de Leiria e Fafe, bateu o Sporting na final por 2-1, com o golo decisivo de Stopira, de penálti, aos 113 minutos — Kévin Zohi tinha aberto o marcador logo aos 4. O feito valeu ao clube de Torres Vedras a primeira presença europeia de sempre, na fase de liga da Liga Europa, e esta estreia absoluta na Supertaça. Tudo isto continuando na II Liga: o Torreense perdeu o play-off de subida com o Casa Pia e volta a disputar o segundo escalão em 2026/27.
Taça de Portugal 2025/26: primeira equipa da II Liga a vencer a prova, na 86.ª edição — e primeiro título da história do clube
A final do Jamor: 2-1 ao Sporting após prolongamento, com golos de Kévin Zohi (4') e Stopira (113', de penálti)
A identidade: organização defensiva e resiliência — nas palavras de Luís Tralhão, 'a nossa maior força é a capacidade de sofrimento'
Estreias históricas: primeira Supertaça e primeira presença europeia (fase de liga da Liga Europa) na mesma época
A pré-temporada tem deixado boas indicações para o FC Porto. Depois das vitórias frente ao Birmingham (2-1) e ao Penafiel (3-2), André Silva destacou-se com dois golos e surge como o principal candidato para liderar o ataque, numa altura em que Samu continua lesionado. O último teste antes da Supertaça será frente ao Aston Villa, a 25 de julho, no Estádio do Dragão.
Na defesa, Alberto Costa e Martim Fernandes continuam em dúvida para a lateral direita, enquanto Pietuszewski, Vasco Sousa e André Miranda também recuperam de problemas físicos.
FC Porto (4-2-3-1), onze provável: Diogo Costa; Alberto Costa (ou Martim Fernandes), Bednarek, Kiwior, Zaidu; Alan Varela, Froholdt; Pepê, Gabri Veiga (ou Rodrigo Mora), Borja Sainz; André Silva.
Depois da histórica conquista da Taça de Portugal, o Torreense manteve a base da equipa orientada por Luís Tralhão e reforçou o plantel com sete contratações para atacar a nova época. Sem baixas físicas relevantes, a principal dúvida passa por perceber quantos reforços serão titulares na estreia do clube na Supertaça.
Torreense (4-4-2), onze provável: Lucas Paes; David Bruno, Stopira, Agbor, Javi Vázquez; Léo Azevedo, Costinha, Guilherme Liberato, Kévin Zohi; Dany Jean, Musa Drammeh.
Nota: Os onzes apresentados são previsões e podem sofrer alterações até cerca de uma hora antes do início do jogo.
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Mercado | Odd |
Vitória do FC Porto (90 minutos) | 1.06 |
Empate (90 minutos) | 9.50 |
Vitória do Torreense (90 minutos) | 17.50 |
As odds estão sujeitas a alterações. Verifica as cotações mais recentes em bwin.pt antes de apostares.
O favoritismo do FC Porto é indiscutível — campeão com uma derrota em 32 jornadas contra uma equipa do segundo escalão — mas o futebol português acabou de provar que este Torreense não lê guiões: o Sporting também era esmagador favorito no Jamor. A equipa de Tralhão vai fechar-se, sofrer e apostar tudo na bola parada e no contra-ataque; o Porto de Farioli, pacientíssimo com bola, tem as armas para desmontar blocos baixos, mas em agosto ainda há pernas pesadas de pré-época. Prognóstico: O FC Porto deverá assumir a iniciativa desde o apito inicial, enquanto o Torreense tentará reduzir espaços e explorar as transições rápidas e as bolas paradas. A capacidade portista para desmontar blocos baixos poderá ser determinante num jogo em que a diferença de qualidade individual é evidente.
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