
Nunca aconteceu antes — e está tudo em jogo. Espanha e Argentina defrontam-se este domingo, 19 de julho, às 20h00 (hora de Lisboa), no MetLife Stadium, em East Rutherford (Nova Jérsia), na primeira final de sempre entre as duas seleções. A melhor defesa da competição frente ao ataque mais eficaz do torneio; a geração de Lamine Yamal contra a despedida de Lionel Messi; a campeã europeia contra a campeã do mundo. Nesta antevisão encontras a análise completa, os onzes prováveis, onde ver o jogo e as odds para apostares na decisão do vencedor do Campeonato do Mundo.
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Sujeito a Termos & Condições.
Detalhe | Informação |
Competição | Mundial de Futebol de 2026 — Final (jogo 104) |
Data e Hora | Domingo, 19 de julho de 2026, 20h00 (hora de Lisboa; 15h00 locais) |
Estádio | MetLife Stadium, East Rutherford, Nova Jérsia, Estados Unidos |
Transmissão em Portugal | RTP1 (Sinal aberto), Sport TV (TV Paga) e LiveModeTV (YouTube, grátis) |
Capacidade | Cerca de 82.500 espetadores |
Árbitro | A anunciar pela FIFA |
É difícil encontrar um confronto mais equilibrado: em 14 jogos, seis triunfos para cada seleção e dois empates — quem vencer no domingo assume, além do título, a liderança do duelo direto. Em Mundiais, só se cruzaram duas vezes, em 1966 e em 1982. O encontro mais recente foi bem diferente: em 2018, em Madrid, a Espanha goleou por 6-1, com hat-trick de Isco — numa noite em que Messi, lesionado, assistiu da bancada.
E há um detalhe importante: As duas seleções eram adversárias na próxima Finalíssima entre os campeões da Europa e da América do Sul, mas esse encontro acabou por não se realizar. Quatro meses depois, o destino remarcou-o — agora com o troféu mais importante do futebol em disputa.
A campeã europeia fez a campanha mais sólida do torneio: sete jogos, seis vitórias, um empate, 13 golos marcados e apenas um sofrido — com seis jogos sem sofrer golos. Na meia-final, deu uma autêntica lição à França: Oyarzabal abriu o marcador de penálti aos 22 minutos, após falta de Digne sobre Lamine Yamal, e Pedro Porro fechou o 2-0 aos 58, numa tabela com Dani Olmo. Rodri e Fabián Ruiz dominaram por completo o meio-campo e Mbappé praticamente não apareceu. A Espanha volta a uma final de Mundial 16 anos depois do título de 2010 — e, além da segunda estrela, pode fechar a prova com a melhor defesa de sempre de uma campeã mundial: o registo pertence a França (1998), Itália (2006) e à própria Espanha (2010), todas campeãs com apenas dois golos sofridos.
• Percurso: Cabo Verde (0-0), Arábia Saudita (4-0) e Uruguai (1-0) no grupo; Áustria (3-0), Portugal (1-0), Bélgica (2-1) e França (2-0) na fase a eliminar
• Defesa: um único golo sofrido em sete jogos e seis jogos sem sofrer — a melhor defesa do Mundial
• Mikel Oyarzabal: 5 golos, incluindo o penálti que abriu a meia-final
• Lamine Yamal: provocou o penálti decisivo frente à França e é o rosto da nova geração de La Roja
A campeã em título chegou à decisão da forma mais dramática: perdia com a Inglaterra por 1-0 desde os 55 minutos (golo de Anthony Gordon) e virou o jogo com dois golos nos últimos minutos — Enzo Fernández aos 85, com um remate de longe indefensável, e Lautaro Martínez aos 90+2, num cabeceamento certeiro, ambos com assistência de Messi. É a segunda final consecutiva da Argentina, a terceira em 12 anos e a sétima da sua história. Se vencer, torna-se a terceira seleção de sempre a revalidar o título mundial, depois da Itália (1934 e 1938) e do Brasil (1958 e 1962).
• Registo: invicta em sete jogos, com 19 golos — o melhor ataque da prova — e golos marcados em todas as partidas
• Lionel Messi: 8 golos e 4 assistências — participação direta em 12 dos 19 golos argentinos
• Recordes: aos 39 anos, Messi é o melhor marcador da história dos Mundiais (21 golos) e tornou-se em Atlanta o jogador com mais assistências de sempre na prova (12)
• Resiliência: quatro jogos a eliminar, quatro provas de fogo — duas reviravoltas (Egito, de 0-2, e Inglaterra) e duas vitórias no prolongamento (Cabo Verde e Suíça)
A final tem um jogo dentro do jogo. Messi, formado e consagrado em Espanha ao serviço do Barcelona, despede-se dos grandes palcos frente à seleção do país que o viu crescer — e frente a Lamine Yamal, o herdeiro do seu trono no Camp Nou. E há ainda a Bota de Ouro em disputa: Messi e Mbappé estão empatados com 8 golos, mas as duas assistências do argentino em Atlanta colocaram-no à frente no primeiro critério de desempate. Mbappé joga o 3.º lugar no sábado; Messi responde na final. Segue a corrida completa no artigo sobre as apostas no melhor marcador do Mundial, no blog da bwin.
Nenhuma das seleções tem baixas confirmadas à data desta antevisão. Luis de la Fuente não deverá mexer numa equipa que funcionou na perfeição frente à França; a única dúvida é a ala esquerda do ataque, entre Baena e Nico Williams. Do lado argentino, Lionel Scaloni tem o melhor dos dilemas: Lautaro Martínez, decisivo saído do banco nas duas últimas eliminatórias, pressiona a titularidade de Julián Álvarez.
Espanha (4-3-3): Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte, Cucurella; Rodri, Fabián Ruiz, Dani Olmo; Lamine Yamal, Oyarzabal, Baena (ou Nico Williams).
Argentina (4-4-2 em losango): Emiliano Martínez; Molina, Romero, Lisandro Martínez, Tagliafico; Paredes; De Paul, Mac Allister; Enzo Fernández; Messi, Julián Álvarez (ou Lautaro Martínez).
Nota: Os onzes oficiais são anunciados cerca de uma hora antes do início do jogo.
Consulta as odds em baixo e confirma sempre os valores atualizados na página do Campeonato do Mundo da bwin.
Mercado | Odd |
Vitória da Espanha (90 minutos) | 2.20 |
Empate (90 minutos) | 2.90 |
Vitória da Argentina (90 minutos) | 3.30 |
Mercado | Odd |
Espanha vence & Ambas marcam | 5.50 |
Argentina & mais de 2.5 golos | 7.00 |
As odds estão sujeitas a alterações. Verifica as odds atualizadas para a Final do Mundial de Futebol 2026 entre a Espanha vs Argentina.
O choque de identidades é total: a Espanha controla os jogos com bola e sufoca sem ela — nenhum adversário lhe marcou mais de um golo —, enquanto a Argentina vive de eficácia, bola parada e de uma capacidade única de decidir nos minutos finais: os dois golos à Inglaterra chegaram depois dos 85. O fator Messi é imprevisível, mas o padrão do torneio é claro. Prognóstico: A Espanha surge como ligeira favorita, mas espera-se uma final extremamente equilibrada, com possibilidade de prolongamento ou grandes penalidades.
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