
O Mundial 2026 está cada vez mais próximo e, como acontece antes de cada grande competição internacional, o ranking mundial FIFA volta a ganhar destaque. Embora não determine quem vai levantar o troféu nos Estados Unidos, México e Canadá, a classificação oferece uma fotografia interessante do momento vivido pelas principais seleções do planeta.
A França, Espanha e Argentina surgem separadas por apenas alguns pontos no topo da tabela, enquanto Portugal ocupa um impressionante quinto lugar. Mas será que liderar o ranking é realmente uma vantagem? A história recente sugere precisamente o contrário.
O ranking FIFA é um sistema de classificação utilizado para ordenar as seleções nacionais masculinas com base nos seus resultados internacionais.
A pontuação de cada equipa é calculada através de uma fórmula que tem em conta fatores como o resultado do jogo, a importância da competição, a força do adversário e a posição ocupada por esse adversário no próprio ranking.
Por esse motivo, vencer uma partida de qualificação para o Mundial ou uma fase final de um grande torneio vale mais pontos do que ganhar um encontro amigável. O objetivo é criar uma classificação que reflita o desempenho recente das seleções e não apenas o seu historial.
Estas são as dez seleções mais bem classificadas no ranking FIFA antes do arranque do Mundial 2026:
Posição | Seleção |
1.º | França |
2.º | Espanha |
3.º | Argentina |
4.º | Inglaterra |
5.º | Portugal |
6.º | Brasil |
7.º | Países Baixos |
8.º | Marrocos |
9.º | Bélgica |
10.º | Alemanha |
A principal conclusão é o enorme equilíbrio no topo da classificação. França, Espanha e Argentina estão praticamente empatadas, enquanto Inglaterra, Portugal e Brasil surgem logo atrás. Isto sugere que o Mundial poderá contar com um grupo alargado de candidatos ao título.
Uma das maiores curiosidades do ranking atual é a presença de Portugal no quinto lugar, à frente do Brasil.
A posição reflete a consistência exibida pela equipa orientada por Roberto Martínez nos últimos anos e a qualidade de uma geração que mistura experiência e juventude. Cristiano Ronaldo continua a ser uma referência incontornável, mas Portugal dispõe hoje de vários jogadores entre os melhores do mundo nas respetivas posições.
Vitinha assumiu-se como um dos médios mais influentes do futebol europeu, Bruno Fernandes continua a ser uma fonte constante de criatividade, enquanto Nuno Mendes, Rúben Dias, João Neves e Diogo Costa ajudam a formar uma das melhores seleções do mundo - e das mais completas da competição.
O quinto lugar no ranking não transforma automaticamente Portugal num favorito, mas confirma que a equipa das Quinas chega ao Mundial entre as seleções mais respeitadas do futebol internacional.
Se há uma lição que a história recente dos Mundiais ensina, é que liderar o ranking FIFA está longe de ser garantia de sucesso.
Na verdade, nenhuma seleção que iniciou um Campeonato do Mundo como número 1 do ranking conseguiu conquistar o troféu no século XXI.
Mundial | Líder FIFA antes do torneio | Campeão |
2002 | França | Brasil |
2006 | Brasil | Itália |
2010 | Brasil | Espanha |
2014 | Espanha | Alemanha |
2018 | Alemanha | França |
2022 | Brasil | Argentina |
A tendência é particularmente curiosa. França e Espanha chegaram a Mundiais como líderes da classificação e acabaram eliminadas na fase de grupos. O Brasil liderou o ranking antes de três edições diferentes e não conseguiu vencer nenhuma delas.
Isto não significa que o ranking seja irrelevante. Significa apenas que a consistência demonstrada ao longo de meses ou anos nem sempre se traduz em sucesso num torneio curto, onde um único jogo pode mudar tudo.
Apesar do histórico pouco animador para as líderes do ranking, França, Espanha e Argentina continuam naturalmente favoritas ao Mundial 2026.
A França apresenta uma profundidade de plantel impressionante e chega ao Mundial como número 1 do mundo. A Espanha continua a colher os frutos da geração que conquistou o Euro 2024, enquanto a Argentina procura defender o título conquistado no Qatar.
Logo atrás surge a Inglaterra, que continua a perseguir um troféu internacional que lhe escapa desde 1966. Portugal e Brasil completam o grupo das seleções que reúnem argumentos suficientes para sonhar com uma presença nas fases decisivas da competição.
Quando se fala de favoritos, é fácil concentrar toda a atenção nas três ou quatro seleções que lideram o ranking. No entanto, os últimos Mundiais demonstraram que as surpresas são cada vez mais frequentes.
Marrocos ocupa atualmente o oitavo lugar da classificação FIFA e continua a afirmar-se como uma das seleções mais fortes fora do círculo tradicional de candidatos. Depois da histórica campanha no Mundial 2022, os marroquinos já não podem ser vistos como uma simples equipa outsider.
Portugal também encaixa parcialmente nessa categoria. Embora esteja no top 5 mundial, continua muitas vezes atrás de França, Espanha, Argentina ou Brasil nas previsões para a conquista do título. Ainda assim, a qualidade do plantel português faz da seleção uma ameaça real para qualquer adversário.
O ranking FIFA oferece uma fotografia fiável do momento de cada seleção e ajuda a perceber quem chega ao Mundial em melhor forma. França, Espanha e Argentina ocupam o topo da classificação, enquanto Portugal entra na competição entre as cinco melhores equipas do mundo.
Mas a história recente mostra que os Mundiais raramente seguem o guião esperado. Nenhuma seleção líder do ranking FIFA venceu o torneio neste século e várias campeãs começaram a competição longe do primeiro lugar.
Por isso, o ranking pode ajudar a identificar favoritos, mas não ganha jogos nem levanta troféus. Quando a bola começar a rolar nos Estados Unidos, México e Canadá, tudo voltará a decidir-se dentro das quatro linhas.